Cremona, a cidade dos violinos

por Camila Frésca 09/09/2013

Tudo em Cremona remonta ao violino. E, especialmente, ao mais famoso de todos os seus construtores, Antonio Stradivari. Por mais de um século, a cidade foi um polo internacional de onde saíam aqueles que ainda hoje são considerados os melhores violinos jamais feitos.

 

Stradivari não era um nome isolado e outros gigantes também desenvolveram sua arte aqui, como Niccolò Amati e sua família e os Guarneri. Na verdade todo o ambiente musical era efervescente – basta lembrar que um ano antes de Stradivari nascer, morria Claudio Monteverdi, também cidadão cremonense, em 1643.


Detalhe da vitrine de uma loja em Cremona [foto: divulgação/Lydia Abud]

 

No entanto, embora haja lembranças aqui e ali, nenhum dos outros nomes faz sombra ao prestígio e fama que Stradivari desfruta ainda hoje em Cremona. Ele dá nome a praça, rua, tem estátuas espalhadas pela cidade, e as casas onde morou são atrações turísticas. Lojas de roupas usam violinos nas vitrines como parte de sua decoração, e a mais tradicional casa de torrones (uma especialidade cremonense) fabrica doces no formato do instrumento.

A todas essas referências, somam-se, nos últimos dias, cartazes por toda a cidade anunciando o grande acontecimento: a inauguração do Museu do Violino Antonio Stradivari. A abertura acontece dia 14 de setembro, mas no dia 5 uma coletiva de imprensa reuniu jornalistas de toda a Europa e algumas outras partes do mundo. Trata-se de um projeto ambicioso daquele que provavelmente é o maior museu dedicado ao violino no mundo, com dezenas de instrumentos que valem alguns milhões de dólares.


Placa da praça que leva o nome de Stradivari [foto: divulgação/Lydia Abud]

Aos leitores do Site CONCERTO adianto imagens dessa adorável cidade. Tudo isso para deixá-los com água na boca para a matéria completa sobre o Museu do Violino, que estará na edição de outubro da Revista CONCERTO.


Torrones em vitrine na cidade de Cremona [foto: divulgação/Lydia Abud]