Osesp inaugura sua programação 2016 com percussionista Colin Currie como solista

por Redação CONCERTO 09/03/2016

A temporada 2016 da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo se inaugura oficialmente com três concertos nos dias 10, 11 e 12 de março, na Sala São Paulo. Quem rege a trinca é a maestrina titular e diretora musical do grupo, a norte-americana Marin Alsop. Ela é a entrevistada da edição de março da Revista CONCERTO (disponível aqui para assinantes).

 

Ela abre o programa com a breve Machines, de sua compatriota Jennifer Higdon. Escrita em 2003, a peça foi comissionada pela Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, e é, nas palavras da autora, um tributo a compositores da classe de Mozart e Tchaikovsky, que escreviam notas e músicas “como máquinas”.

Em seguida, a Osesp recebe em seu palco o percussionista escocês Colin Currie. Alsop e Currie repetem a parceria realizada em agosto 2013, quando o percussionista, em sua primeira participação como solista da Osesp, fez uma contagiante interpretação de Der gerettete Alberich, de Christopher Rouse.

Desta vez, Currie faz a estreia latino-americana de uma co-encomenda da Osesp: o Concerto para percussão nº 2 do também escocês James MacMillan. Estreada em Utrecht pela Orquestra Filarmônica da Rádio da Holanda, com o próprio Currie como solista, a peça recebeu críticas positivas, que ressaltam o virtuosismo da escrita de MacMillan e, sobretudo, a interpretação energética de Currie, que foi saudado pelo Guardian como “um atleta e uma estrela, além de um músico excepcional”. Confira Currie interpretando a peça com a Orquestra do Capitólio de Toulouse na seção Mídia.

Na segunda parte do programa, a Osesp marca a abertura da temporada com a Sinfonia nº 1, Titã, de Gustav Mahler. Uma das especialidades de Marin Alsop, a peça é também uma das balizas da evolução da orquestra.

Concerto matinal
Currie se apresenta com a Osesp mais uma vez ainda, no dia 13, em um programa matinal. A regência é novamente de Alsop, e Currie é o protagonista da apresentação, interpretando duas peças solo – Hugh’s Chilled Red, de Alan Emslie, e Realismos mágicos, 11 histórias curtas para marimba solo, de Rolf Wallin. –, e repetindo sua participação no Concerto nº 2 de James MacMillan.

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