Hallé Orchestra e pianista russa são atrações da SCA

por Redação CONCERTO 31/08/2008

Longe de sofrer qualquer interrupção em sua temporada, a Sociedade de Cultura Artística promove duas récitas da legendária Hallé Orchestra na Sala São Paulo, dias 2 e 3 de setembro, acompanhada pela pianista russa Polina Leschenko e sob a batuta de Mark Elder, diretor artístico deste que é o mais antigo conjunto orquestral do Reino Unido e um dos mais longevos do mundo.

Criada em Machester, em 1858, pelo pianista e maestro Charles Hallé, a orquestra estreou no Free Trade Hall, onde passou a se apresentar com freqüência. Após a morte de Hallé, continuou a trabalhar sob direção de nomes de proeminência internacional nas décadas seguintes, como Hans Richter, e John Barbirolli (este último ocupava o cargo quando da turnê da Hallé Orchestra no Brasil, há exatos 40 anos).

Com programas distintos, reunindo obras que marcaram sua extensa trajetória artística, a Hallé Orchestra executa na primeira noite o poema sinfônico Don Juan, de Richard Strauss; o Concerto para piano e orquestra, de Grieg; o prelúdio do 1º ato da ópera Lohengrin, de Wagner; e as célebres Variações Enigma de Elgar. No dia 3, o programa terá a abertura de I Vespri Siciliani, de Verdi; o Concerto para piano nº 1 de Liszt; uma seleção de Prelúdios de Debussy e se encerra com a Sinfonia nº 1 de Shostakovitch.

Para se ter uma idéia da tradição contida numa instituição como a Hallé Orchestra basta citar que os autores de algumas das obras acima – Strauss, Grieg e Elgar – já regeram as suas próprias composições à frente do conjunto.

Na Sala São Paulo, a orquestra será regida por Mark Elder, renomado maestro que responde pela direção artística da Hallé desde 2000, e que recentemente recebeu o título de Cavaleiro do Império Britânico justamente por seu trabalho com o conjunto de Manchester.

Polina Leschenko – A russa Polina Leschenko nasceu em São Petersburgo, em 1981, numa família de músicos, e começou a aprender piano sob orientação de seu pai, aos seis anos de idade. Aos oito, fez sua estréia como solista, junto à Sinfônica de Leningrado. Mais tarde, diplomou-se pelo Conservatório Real de Bruxelas e deu início à uma carreira de concertista que já a levou a trabalhar com orquestras importantes ao redor do mundo e, no Reino Unido, a uma intensa colaboração com a Hallé Orchestra, London Mozart Playeres, Bournemouth Symphony e Scottish Chamber Orchestra.