‘La clemenza di Tito’: um diretor de volta ao drama

por Redação CONCERTO 24/04/2019

Diz a lenda que Mozart teve apenas 18 dias para escrever La clemenza di Tito – pode ter sido um pouco mais, um pouco menos. Mas fato é que se trataria da última ópera do compositor, subindo ao palco em setembro de 1791, três meses antes de sua morte.

A obra está ambientada por volta do ano 80 d.C. e gira em torno da história de Vitellia, que conspira contra o imperador Tito Vespasiano. E sobe nesta sexta-feira, dia 26, ao palco do Theatro São Pedro de São Paulo em uma nova produção. 

A concepção do espetáculo é de Caetano Vilela e a direção musical, de Felix Krieger. É a primeira ópera de Mozart que Vilela dirige. Mas a novidade está, principalmente, no gênero. “Depois de duas comédias no São Pedro [La belle Helène e O matrimônio secreto], fiquei feliz de voltar ao drama”, ele brinca em entrevista ao Site CONCERTO.

Vilela estruturou um cenário formado de andaimes, que deixa aparente a parede no fundo do palco do teatro. “Isso me dá liberdade em termos estruturais, me permite criar diferentes planos de ação”, diz. “O fundo do teatro também evoca o Coliseu, que foi construído pelo pai de Tito e é um dos cenários da ópera.”

Segundo o diretor, sua visão trabalha no sentido de desconstruir o contexto histórico, mas sem perder de vista a necessidade de narrar o que se passa no palco. “Estamos sempre em obras e esse jogo metateatral é algo que me interessa em meus trabalhos.”

No elenco, estão o tenor Caio Duran (Tito), as sopranos Gabriella Pace (Vitellia) e Marly Montoni (Servilia), as mezzo sopranos Luisa Francesconi (Sesto) e Luciana Bueno (Annio) e o baixo-barítono Saulo Javan.

As demais récitas acontecem nos dias 28 de abril e 1º, 3 e 5 de maio.

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Cena de ‘La clemenza di Tito’ [Divulgação / Heloisa Bortz]
Cena de ‘La clemenza di Tito’ [Divulgação / Heloisa Bortz]