Retrospectiva 2025: João Guilherme Ripper, compositor
A produção de Domitila, que havia estreado em setembro de 2024 na Fundación Juan March de Madri, foi apresentada em fevereiro deste ano no Teatro Mayor de Bogotá, com a soprano portuguesa Ana Quintans, direção cênica de Nicola Beller-Carbone e direção musical de Borja Mariño. Coincidentemente, a capital colombiana recebeu no mesmo mês a estreia de La vorágine, que escrevi com base no romance de José Eustasio Rivera (1888-1928) a partir de encomenda de La Compañia Estable e Centro Nacional de las Artes de Colômbia. O elenco contou com solistas colombianos e o barítono Homero Velho no papel de Arturo Covas. Luiz Fernando Malheiro assinou a direção musical e Pedro Salazar, a direção cênica. No mês de abril, La vorágine abriu o 26º Festival Amazonas de Ópera, em Manaus, com o tenor Enrique Bravo no papel de Narciso Barrera.
Em setembro, a soprano Maria Solle Galevi protagonizou duas produções diferentes de Domitila no espaço de uma semana. A primeira, dirigida por Paulo Ésper, foi apresentada no Palcoscenico Toriba, em Campos do Jordão, São Paulo. Maria Sole foi acompanhada pelo pianista Ariel Magno da Costa, clarinetista Felipe Reis e violoncelista Fabrício Rodrigues. A segunda, dirigida por Nicola Beller-Carbone, subiu ao palco do Teatro Real na ilha de Tenerife, e contou com a participação da clarinetista Irene Navarro, do violoncelista Esteban Jiménez e da pianista Borja Mariño, que assinou a direção musical.
A versão com marionetes de Onheama criada pelo Pequeno Teatro do Mundo de Fabiana Vasconcellos e Fabio Retti cumpriu temporada no Teatro Cultura Artística de outubro a dezembro. Em outubro, a Academia de Ópera, o Coral Novos Tons e a Orquestra Jovem do Theatro São Pedro apresentaram uma nova produção de Candinho com a soprano Fernanda França no papel-título. A direção cênica foi de Ana Vanessa e a direção musical, da maestra Priscila Bomfim. Em dezembro, uma produção de Candinho, que o Neojibá estreou em 2024, foi apresentada ao ar livre no Parque do Queimado de Salvador, Bahia.
O ano de 2026 começa com Onheama em sua versão original no 21º Festival Internacional de Música de Santa Catarina-Femusc, dirigido por Alex Klein. A nova produção, que estreia em janeiro, tem direção cênica de Matheus Sabbá e direção musical do maestro André dos Santos. Em Lisboa, o projeto “Candinho – uma ópera para todos”, idealizado por André Cunha Leal, terá seu encerramento em maio, no Centro Cultural Belém, com as vozes infantis do Coro Gregoriano, preparado por Filipa Palhares, e Ensemble ProART dirigido pelo maestro José Eduardo Gomes. A iniciativa inclui ainda a circulação da ópera acompanhada de palestras em escolas da periferia da capital portuguesa para promover a integração e combater a xenofobia. [Depoimento de dezembro de 2025.]
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