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André Heller-Lopes é o novo diretor artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro – leia a entrevista (8/3/2017)

André Heller-Lopes, um dos mais destacados diretores cênicos brasileiros e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é o novo diretor artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A nomeação ocorreu após uma reviravolta na alternância da gestão do teatro carioca. O ator Milton Gonçalves, anunciado há duas semanas como novo presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, substituindo João Guilherme Ripper, não vai mais assumir o cargo. O posto passará a ser ocupado pelo secretário de Estado da Cultura, André Lazaroni, que então anunciou Heller-Lopes como novo diretor artístico, no lugar de André Cardoso.

A decisão de Milton Gonçalves foi motivada, segundo nota oficial da secretaria, pelo fato do ator ser membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. “A secretaria executiva do Conselho entrou em contato informando que poderia configurar conflito de interesse o caso dele assumir cargos de direção de espaços culturais, devido ao exercício do cargo de conselheiro e influência de Milton junto à classe artística”.

Lazaroni vai acumular os postos de secretário e presidente da fundação, mas afirmou ontem que vai abrir mão do salário do cargo no Theatro Municipal, como forma de economizar despesas. Na nota oficial divulgada pela secretaria, ele diz que quer conduzir o trabalho “privilegiando o diálogo com todos os setores do teatro”. [Leia no fim desta notícia a nota oficial completa enviada pela Secretaria de Estado da Cultura.]

 

Leia a seguir a entrevista que André Heller-Lopes concedeu à Revista CONCERTO

Você manterá a programação anunciada pela gestão anterior? Teremos a ópera Jenufa já agora em abril?
Jenufa, que é um legado da temporada 2016, vai ficar sim; há uma grande expectativa ao redor deste título e eu me sinto na obrigação (e orgulhoso) de poder levá-lo à cena justo nesse momento em que chego a direção artística do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Quanto à programação, estou analisando as indicações deixadas pelos meus colegas, vendo o que seria possível realizar. Com a paralização e o início retardado das atividades, muito do que havia sido previsto está um pouco “apertado” e precisamos repensar as coisas com calma. Eu hoje já conversei com a Ana Botafogo e a Cecilia Kerche e quero seguir com os balés escolhidos por elas (sou fã de balé clássico e também dessas duas grandes artistas da dança) – mas quero tentar ainda incluir mais um grande balé clássico e, se possível, uma nova peça moderna. Um teatro tem de fazer repertório, não somente peças novas a cada ano. Sempre haverá público para uma obra belíssima como Lago dos Cisnes – e temos de poder levar esses balés para outros teatros do estado, atrair público de todo Rio de Janeiro.

E além disso, haverá novidades?
Quero conversar com a orquestra e ver quais os desejos deles, com o Eduardo Alvarez e Priscila Bomfim, que estão à frente da Academia Bidu Sayão. Por exemplo, há que se criar uma programação especificamente para o público jovem, como foi o “Ópera no Bolso”, que comandei entre 2003 e 2010. Ou seja, ampliar a oferta de programação ao público e do artista mostrar seu trabalho. Há também óperas e oratórios em que participação da orquestra é tão virtuosística que tenho vontade que eles possam ser vistos fora do fosso, no palco – e a excelência neste repertório deve ser uma das metas de um teatro como o TMRJ. Algumas óperas em concerto, se possível, adoraria incluir na temporada, especialmente as brasileiras.
Além disso, pretendo incluir na programação projetos com os quais “flertamos”, por exemplo, Yerma de Villa-Lobos. É um projeto que eu venho capitaneando há uns bons 6 anos e que até muito pouco tempo estava na pauta. Por diversas razões, havia caído (para talvez voltar em 2018), decisão que respeitei mesmo sem achar que esta era a melhor opção artística. Agora quero tentar retomá-lo, porque acho que fazer essa grande ópera brasileira é um dever nosso. Além disso, é um projeto que interessa vários teatros latino-americanos e mesmo da Europa (o que significa que a produção pode eventualmente pagar-se com aluguéis futuros a outros teatros, além de levar nossa cultura brasileira para fora do Brasil). Em breve, poderei dizer mais.

E quanto às dificuldades financeiras?
Não há um teatro de ópera que eu conheça (e olha que são alguns), que não enfrente desafios financeiros atualmente – e o Brasil e a América Latina não estão fora disso nem um pouco. O MET de Nova York acaba de cancelar a Forza que vinha de Londres e optar por um Réquiem. A Royal Opera de Londres muda planos sempre que é necessário, e há pouco tempo a ENO assim como a Komische Oper de Berlim passaram a investir também em musicais e operetas – o que pode ser uma forma muito interessante de diversificar. O Festival de Salzburg fez West Side Story, o novo boss da ópera de Viena vem da indústria fonográfica etc. etc.

Qual seria o “conceito” de sua programação?
Meu discurso é sempre o de dar “acesso” à música, à opera, à dança, e à arte em geral. Sensibilidade não tem nada a ver com de onde você vem, onde você mora ou o que você faz; é parte da sua alma, de quem somos. Que ainda mais pessoas possam descobrir o Theatro Municipal! Saber que ele é de cada um de nós, e por isso mesmo essencial.
Acho que a chave para entender o que eu gostaria em matéria de ópera, de Theatro Municipal do Rio de Janeiro, é lembrar que eu tenho uma especial predileção pelo desenvolvimento de artistas e de público. Acho que a secretaria de Cultura pensa da mesma forma, nessa valorização do nosso “ouro da casa”. Já me bati por isso algumas vezes, e essa é a história da minha carreira, ao menos em grande parte, e junto com ela a pesquisa e resgate de repertório nacional, da história das artes no Rio de Janeiro. O primeiro passo será, como no Theatro Municipal de São Paulo, ouvir os artistas da casa que tenham interesse em solos, seguidos de todos os cantores brasileiros “free-lance” (e latino-americanos na sequência etc.). A programação, no meu mundo ideal, deveria partir do material que há – e muitas vezes é maravilhoso e está ao nosso alcance. O importante é dizer que eu estou aqui para ajudar, seja lá pelo tempo que for, porque todas direções passam e os teatros, as instituições ficam.

 

Leia a nota oficial enviada pela Secretaria de Estado da Cultura:

Após posicionamento do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, do qual é integrante desde o ano passado, o ator Milton Gonçalves não permanecerá à frente da presidência do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, para o qual foi nomeado. De acordo com o ator, a secretaria executiva do Conselho entrou em contato informando que poderia configurar conflito de interesse no caso dele assumir cargos de direção com espaços culturais, devido ao exercício de cargo de conselheiro e influência de Milton junto à classe artística. Assim, Milton Gonçalves, que optou por permanecer no Conselho, será exonerado. O próprio Secretário de Cultura, André Lazaroni, assumirá a presidência do Teatro Municipal, já informando que não receberá salários (repassará integralmente o valor para a própria Fundação Teatro Municipal), o que representará uma economia para o principal equipamento cultural do Estado neste tempo de crise. E outra novidade é que o presidente André Lazaroni já chega anunciando o novo diretor artístico, o diretor de óperas André Heller-Lopes, carioca, professor da Escola de Música UFRJ desde 1996; com doutorado em Londres. Especializou-se na Royal Opera House Covent Garden de Londres, na Ópera de São Francisco e no Metropolitan Opera de NY.

- Eu sou um "cara da opera", fã de balé clássico, músico por formação. Acima disso tudo, um carioca apaixonado pelo Rio. Minha trajetória foi sempre de dar acesso à opera, de formar novos artistas e público há mais de 20 anos. Esse é um teatro que está no coração do Rio e que eu gostaria que entrasse em mais corações. É um grande teatro brasileiro e especialmente para o brilho dos grandes artistas nacionais. Eu vejo esse convite com grande emoção, como um desafio e um dever. Estou aqui para ajudar – comenta Heller.

Como Coordenador de Ópera da Prefeitura do Rio de Janeiro, Heller desenvolveu uma série de ópera em DVD para a terceira idade e, especialmente, o projeto “Ópera no Bolso” voltando para levar jovens de Rede pública de ensino à ópera e a formação de jovens artistas; durante quase 6 anos, mais de 30 mil crianças viram sua primeira ópera e mais de 150 jovens tiveram a chance de cantar papéis solistas. Sua especialidade é a ópera e a música de concerto; sua paixão é a descoberta e a formação de jovens talentos. Sem pertencer a uma família musical, André Heller-Lopes estudou Ciências Sociais e estagiou no Centro de Estudos Afro-Asiáticos antes que a paixão pelo teatro, dança e música falassem mais alto: acabou sendo o mais jovem professor do Departamento de Vocal da Escola de Música da UFRJ, e um dos nomes mais respeitados da ópera em todo Brasil – elogiado pelo público e premiado pela critica especializada. Ganhou por três vezes consecutivas o prêmio Carlos Gomes de melhor diretor cênico de ópera do Brasil. Mais informações sobre o novo diretor seguem em texto anexo.

- Mediante o impedimento do nosso querido Milton Gonçalves, resolvi acumular a função de presidente e fico no comando do teatro ao lado de Andre Heller, que acaba de aceitar meu convite para assumir a direção artística com toda a liberdade de criação, dando acesso a todos os públicos, incluindo o popular e o nacional. Quero conduzir o trabalho privilegiando o diálogo com todos os setores do teatro. Um fator determinante para minha decisão foi propiciar uma economia na folha de pagamento, repassando a quantia que seria destinada ao salário do presidente do teatro para qualificar remuneração da equipe técnica, já que nosso Estado atravessa na atualidade uma crise de grandes proporções – afirma o secretário André Lazaroni.

 



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