Especialistas em música antiga se reúnem no 21º Festival de Juiz de Fora

por Redação CONCERTO 16/07/2010

Professores e alunos vindos de várias partes do Brasil e do mundo se reúnem entre os dias 17 e 31 de julho em Juiz de Fora exclusivamente em torno de um objetivo: a música, especialmente a colonial e a antiga. É quando acontece mais uma edição do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, promovido pelo Centro cultural Pró-Música de Juiz de Fora.

Os professores virão da Itália, França, Estados Unidos e de várias partes do Brasil, incluindo Brasília, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Eles ministrarão 34 cursos de todos os naipes de instrumentos modernos e antigos, além de canto, coral, prática de regência, prática de orquestra, prática de banda sinfônica, transcrição e edição de documentos antigos e didática da musicalização infantil.

O Festival, que tem o maior departamento de música antiga do país, oferece, este ano, workshops com os franceses Benjamim Alard (cravo) e Vincent Dumestre (música vocal francesa barroca) e reunirá cerca de 700 alunos que terão oportunidade de refletir e estudar com profissionais experientes, bem como conviver com uma diversidade de culturas. Depois de quinze dias de estudos durante o evento, a maioria dos alunos participa da formação de grupos e se apresenta para o público nos dias 29 e 30.

 

Mestres na coordenação e na direção artística
Desde a primeira edição do evento, os cursos têm a coordenação de mestres que conhecem e se identificam com a proposta do Centro Cultural Pró-Música: Paulo Bosísio coordena a área de cordas, Nelson Nilo Hack, as orquestras, Homero Magalhães Filho é responsável pela coordenação das oficinas de vozes e Sérgio Dias pela pesquisa musicológica.
Luís Otávio Santos, diretor artístico do evento e regente da Orquestra Barroca do Festival, é um destacado violinista barroco de carreira internacional. Seu interesse pela música antiga o levou para a Holanda em 1990, onde ingressou no Conservatório Real Den Haag, sendo aluno de Jacques Ogg (cravo) e Sigiswald Kuijken (violino barroco). Desde 1992 ele é um dos principais membros da orquestra barroca La Petite Bande, na qual vem atuando como solista, spalla e um dos mais próximos colaboradores do maestro Sigiswald Kuijken.

Destaques da programação
O concerto de abertura será feito pela Orquestra Filarmônica de Minas Gerais sob direção do maestro Fabio Mechetti, no dia 17. Outros destaques são a Orquestra Filarmônica do Espírito Santo, regida pelo maestro Helder Trefzer, no dia 25, o Quarteto Bosísio, que no dia 27 apresenta As sete últimas palavras de Cristo na cruz, de Haydn, o conjunto Músicos de Capella, no dia 28, e o pianista Eduardo Monteiro, num concerto em homenagem a Chopin, dia 31.

O 21º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga tem o patrocínio de Petrobras, Cemig, ArcelorMittal e Prefeitura de Juiz de Fora. O evento conta ainda com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura, Lei Estadual de Incentivo à Cultura, UFJF, Consulado Francês, Tribuna de Minas, Panorama, Funalfa, Colégio dos Jesuítas e Quilombo Comunicação.

[Acompanhe a programação do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora]