TV Cultura tem abertura de Campos do Jordão e Sinfonia Fantástica

por Redação CONCERTO 22/07/2011

A TV Cultura leva ao ar neste sábado, dia 23 de julho às 16h, o concerto da a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo na abertura do 42º Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, que aconteceu no início do mês. O concerto, todo dedicado a Beethoven, com a abertura de As criaturas de Prometeu, a Sinfonia nº 1 op. 21 e o Concerto para violino e orquestra, op. 61, com a participação do violinista israelense Pinchas Zukermann.

 

No domingo (dia 24), o Programa Clássicos apresenta um documentário sobre a Sinfonia fantástica, do compositor francês Hector Berlioz, concebido e apresentado pelo premiado regente Michael Tilson Thomas e a Orquestra Sinfônica de São Francisco. Berlioz teve papel fundamental na vida musical europeia, influenciando músicos como Richard Wagner, Richard Strauss, Gustav Mahler, entre outros.

Michael Tilson Thomas e a Orquestra Sinfônica de São Francisco têm produzido uma série de documentários sobre obras fundamentais da história da música. Com episódios dedicados a Beethoven, Stravinsky, Copland, entre outros, eles pretendem fazer com que o grande público possa se aproximar do repertório sinfônico. Os filmes exploram não somente a vida dos compositores, mas sobretudo seu processo criativo, desvendando os motivos que fizeram com que suas obras sejam admiradas e estudadas  até hoje.

A Sinfonia fantástica é a obra mais conhecida de Berlioz e foi composta por inspiração da paixão que nutria pela atriz irlandesa Harriet Smithson, após vê-la representar o papel de Ofélia em Hamlet, de Shakespeare, no Teatro de Paris, em 1827. A leitura de Fausto, de Johann Wolfgang von Goethe também deixou rastros na Sinfonia. A obra é um marco na música francesa, pois inaugura o sinfonismo na França. Berlioz quebra a estrutura formal da sinfonia, formada de quatro movimentos, quando a apresenta com um movimento a mais. Ele redigiu um roteiro no qual indicava o que o protagonista imaginava em cada movimento da obra. Para o autor, o artista, sob efeito do ópio, tem alucinações e estas são traduzidas em cinco situações indicadas pelos cinco movimentos.