Zubin Mehta e Filarmônica de Israel fazem turnê pelo Brasil

por Redação CONCERTO 16/08/2013

A Orquestra Filarmônica de Israel faz em agosto uma turnê que passa pelo Rio de Janeiro, São Paulo e por cidades do interior paulista, com regência do lendário Zubin Mehta, reconhecido como um dos principais nomes da regência da atualidade. Além de passagens aclamadas pela Sinfônica de Montreal e pelas filarmônicas de Los Angeles e Nova York, o regente indiano é diretor musical vitalício do grupo israelense.

 

O primeiro concerto acontece no Rio de janeiro, em única apresentação no Teatro Municipal carioca, neste sábado, dia 17 de agosto, com as sinfonias nº 40 de Mozart e a Quinta de Mahler.

Pelo interior paulista, a filarmônica toca três repertórios distintos. No dia 18 a orquestra toca em Campinas, no parque Arautos da Paz, e traz um programa formado pela Sinfonia nº 4 de Tchaikovsky, trechos de O morcego de Strauss e o final da segunda suíte de Daphnis et Chloe, de Ravel. No dia seguinte, o grupo se apresenta na série Concertos de Paulínia, com a Abertura Leonora nº 3 de Beethoven, a Sinfonia nº 40 de Mozart e a Sinfonia nº 1 de Brahms. O Teatro Municipal de Ribeirão Preto recebe a Filarmônica de Israel no dia 22, quando o grupo interpreta a Sinfonia nº 7 de Dvorák e a Sinfonia nº 1 de Brahms.

Em São Paulo, na Sala São Paulo, eles tocam no dia 20 a Sinfonia nº 40 de Mozart e a Sinfonia nº 5 de Mahler; já no dia 21, a Sinfonia nº 1 de Brahms e a Sinfonia nº 7 de Dvorák.

Um dos principais grupos em atividade no mundo, a filarmônica foi fundada em 1936, pelo violinista polonês Bronislaw Huberman, em meio à escalada do nazismo na Europa. O cenário que se formava fez com que Huberman convencesse 75 músicos judeus a abandonarem o continente e partirem para Tel Aviv, onde formaram a então Sinfônica da Palestina, numa “materialização da cultura sionista”, nas palavras do violinista. O italiano Arturo Toscanini foi quem comandou o primeiro concerto do grupo. Com o fim da Segunda Guerra e com o estado israelense estabelecido, a orquestra recebeu seu nome atual e se consolidou como grupo artístico, recebendo em 1947 o maestro norte-americano Leonard Bernstein, que manteve estreita relação com a orquestra até o fim de sua vida.

Nascido em Bombaim (atual Mumbai) no mesmo ano em que a Filarmônica de Israel foi fundada, o indiano Zubin Mehta aprendeu piano e violino ainda criança – seu pai era violinista e foi fundador da Sinfônica de Bombaim –, já nutrindo ambições de atuar como regente. Apesar da inclinação para a música, foi persuadido a estudar medicina, curso que abandonou para partir para Viena, onde foi aluno do maestro austríaco Hans Swarowsky. Em 1958, ganhou o primeiro concurso internacional de regência da Filarmônica Real de Liverpool, que catapultou sua carreira. A partir daí, ainda jovem, comandou as maiores orquestras do mundo, especialmente na América, onde rapidamente assumiu o posto de diretor musical da Sinfônica de Montreal e da Filarmônica de Los Angeles. Sua competência logo elevou o padrão artístico dos grupos, o que rendeu ainda mais prestígio a Mehta, que assumiu em 1978 a direção musical e regência titular da Filarmônica de Nova York, cargo que ocupou até 1991. Sua relação com a Filarmônica de Israel se iniciou em 1969, quando foi designado consultor musical do grupo; em 1977, foi nomeado diretor musical; e em 1981, recebeu o título de diretor musical vitalício da orquestra.

[Veja detalhes das apresentações no Roteiro Musical]