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Palácio das Artes comemora 40 anos com “La Traviata” (24/5/2010)
Por Nelson Rubens Kunze

Uma nova encenação da ópera La Traviata, de Giuseppe Verdi, marcou, no último dia 18 de maio, as comemorações dos 40 anos do Palácio das Artes, em Belo Horizonte. A noite também teve a estreia do maestro Roberto Tibiriçá como novo diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, que é a orquestra da casa.

A ópera teve um resultado geral bom. O maestro Tibiriçá conduziu o grupo com muita desenvoltura, obtendo um ótimo desempenho de seus músicos. Andamentos mais lentos do que usual intensificaram a dramaticidade da partitura – os cantores pareceram à vontade para desenvolverem as suas melodias –, sem comprometimento do ritmo da apresentação. Tibiriçá é um maestro de mão cheia, que esbanja musicalidade.

Rosana Lamosa e Licio Bruno, em cena do segundo ato [Foto: divulgação Palácio das Artes / Paulo Lacerda]

Também o elenco escalado foi muito bem. Violeta Valery foi vivida por Rosana Lamosa, veterana no papel. Com bonita voz, uma interpretação refinada e de acabamento bem trabalhado, Rosana formou par com o ótimo tenor Martin Mühle, que, com vitalidade e boa presença, fez o papel de Alfredo Germont. Destaque vocal da noite foi o baixo-barítono Licio Bruno, que cantou a parte de Giorgio Germont. Licio, que tem uma voz privilegiada e atua com grande naturalidade, é um cantor que certamente poderia se apresentar com sucesso em qualquer teatro do mundo. (Talvez eu não devesse escrever isso e nem dar-lhe a ideia, pois qualquer um desses três artistas aí de cima – dadas as “dificuldades líricas” nesses nossos tristes trópicos – poderia fazer bela carreira em outros continentes. Outros colegas já partiram: José Gallisa, Stephen Bronk, Fernando Portari...). Os papeis secundários e o Coral Lírico de Minas Gerais também tiveram atuação muito satisfatória.

A direção cênica coube ao italiano Mario Corradi, que ostenta uma bela biografia e certamente conhece seu métier. Sua encenação, contudo, apesar de funcional, não apresentou muita invenção. O melhor foi o segundo ato, desenvolvido sobre um interessante plano inclinado. Já menos feliz foi o final do primeiro ato, com Rosana Lamosa interpretando sua parte de costas, de dentro de uma banheira. Funcionou bem, por outro lado, o balé na festa na casa de Flora, com coreografia de Rodrigo Giése. Já no último ato, iluminando apenas a cama de Violeta, deu-se o caráter mais intimista provavelmente desejado, contudo, a intensa penumbra prejudicou até a movimentação dos atores.

Cena do terceiro ato de La Traviata [Foto: divulgação Palácio das Artes / Paulo Lacerda]

A Traviata apresentada agora para comemorar os 40 anos do Palácio das Artes não é uma escolha qualquer: o título foi também a primeira ópera encenada na casa, em 1971. E para a estreia da nova montagem, foram convidados a soprano Niza de Castro Tank e o maestro Carlos Eduardo Prates, protagonistas da ópera em 1971, e a quem foi feita uma bonita homenagem.

Administrado pela Fundação Clóvis Salgado, o Palácio das Artes é o principal espaço cultural mantido pelo governo do Estado de Minas Gerais. Dentro de sua nova ideia de programação – que é a de levar a um grande público encenações de títulos operísticos mais populares – a nova Traviata do Palácio das Artes sem dúvida apresentou um saldo positivo.

[Nelson Rubens Kunze viajou a Belo Horizonte e assistiu a La Traviata a convite da Fundação Clóvis Salgado.]





Nelson Rubens Kunze - é diretor-editor da Revista CONCERTO

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