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Neschling abre temporada 2013 do Teatro Municipal de São Paulo (25/2/2013)
Por Nelson Rubens Kunze

Com a presença do governador Geraldo Alckmin, do prefeito Fernando Haddad, dos secretários de cultura, de autoridades, artistas e personalidades da cultura paulistana, o maestro John Neschling abriu no sábado, dia 23 de fevereiro, a temporada 2013 do Teatro Municipal de São Paulo. O concerto, que reuniu a Orquestra Sinfônica Municipal, o Coral Lírico e o Coral Paulistano, foi também o primeiro de Neschling como novo diretor artístico da casa.

Apesar do momento solene, do clima de festa e da grande animação em torno dos ilustres convidados, a música não ficou em segundo plano, com orquestra, coros e maestro apresentando um bom concerto. O repertório contemplou três efemérides, os bicentenários de Wagner e Verdi e os 20 anos de morte de Camargo Guarnieri. O programa começou com o Prelúdio e Morte de Amor da ópera Tristão e Isolda, de Wagner. Neschling exigiu dos músicos que, pelo andamento contido, nem sempre conseguiram manter a tensão harmônica da partitura. Após um primeiro intervalo, veio a Sinfonia nº 2 de Guarnieri, obra virtuosística e de grande energia, que conhecemos da ótima gravação da Osesp com o próprio Neschling. A Sinfônica Municipal demonstrou competência, com algumas bonitas intervenções solísticas, ainda que no geral tenha faltado maior articulação para um discurso mais orgânico.

Após novo intervalo, a Sinfônica e os Corais Lírico e Paulistano apresentaram as Quatro Peças Sacras de Giuseppe Verdi, o ápice musical da noite. Criação de maturidade do “ateu” Verdi (como contou Neschling, Verdi talvez não tenha acreditado em Deus, mas essas Peças Sacras mostram que Deus acreditou em Verdi), a obra inicia com uma Ave Maria, um coro misto a cappella, que foi interpretado com propriedade pelo Coral Paulistano. Seguiu-se o Stabat Mater (Coral Lírico e orquestra), em uma bonita execução com boa integração de vozes e instrumentos. O Laudi alla Vergine Maria está escrito para coro feminino e sua sofisticada trama musical foi apresentada, também com muita musicalidade, pelas vozes femininas dos dois coros. Por fim, o Te Deum juntou os dois coros e a OSM em um encerramento quase apoteótico, de grande impacto. A emocionante interpretação das Quatro Peças Sacras de Verdi de certa forma corroborou a natural vocação do Municipal pelo repertório lírico.

O concerto como um todo mostra que, do ponto de vista da performance musical, ainda há desafios a serem vencidos. Uma agenda de apresentações regulares, sinfônicas e líricas, com a exigência qualitativa que o maestro John Neschling impõe, certamente é o caminho.

O concerto de abertura da temporada 2013 do Theatro Municipal de São Paulo teve uma ótima acolhida, ao menos foi isso que se viu e ouviu nos corredores e bastidores do teatro. Torçamos para que o prestígio e a autoridade que Neschling detém no momento possam também garantir o apoio necessário para a transformação institucional da casa, sério entrave para o funcionamento de um grande teatro lírico moderno.





Nelson Rubens Kunze - é diretor-editor da Revista CONCERTO

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