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Vinte anos em vinte fatos marcantes; selecionamos 19 e você escolhe o vigésimo (1/9/2015)
Por João Luiz Sampaio

A Revista CONCERTO comemora 20 anos em setembro. E, na matéria de capa deste mês, um grupo de jovens músicos aceitou um desafio: imaginar como será a cena musical brasileira em 2035. Aqui, a proposta é outra: olhar os últimos 20 anos em busca de 20 acontecimentos marcantes da nossa vida musical. Nós escolhemos 19 – o vigésimo (um concerto, um disco, um episódio etc.) você escolhe e manda para nós no e-mail concerto@concerto.com.br. As respostas dos leitores serão publicadas no Site CONCERTO.

1997

1. O maestro John Neschling assume a Osesp

A chegada do maestro à direção da orquestra coincidiu com uma aposta do governo do Estado em um projeto de reformulação total do grupo. Ele não se deu sem traumas – boa parte dos músicos foi substituída e formou uma outra orquestra, a Sinfonia Cultura. Mas a nova Osesp, que ali começava a ser gestada, em breve daria outra dinâmica à vida sinfônica brasileira.

2. Criação do Festival Amazonas de Ópera
Naquela primeira edição, o Festival Amazonas apresentou as óperas La traviata, Carmen e O barbeiro de Sevilha. Dava, assim, a largada para um projeto que, nos anos seguintes, já com uma orquestra própria para o Teatro Amazonas e sob direção de Luiz Fernando Malheiro, descentralizaria a produção de ópera no país, com um repertório diversificado e a abertura de espaço a uma nova geração de cantores brasileiros.

1999

3. Inauguração da Sala São Paulo

Construída no antigo pátio interno da Estação Julio Prestes, a sala foi inaugurada no dia 9 de julho, como sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Ter uma casa própria foi decisivo no processo de reestruturação do grupo. Mas a sala foi além: tornou-se símbolo da possibilidade de estabelecer no país uma temporada sinfônica de qualidade, palco cobiçado por diversos grupos Brasil afora e também pela programação das principais sociedades públicas e privadas de concerto paulistanas.

2000

4. Orquestra Filarmônica de Berlim realiza primeira turnê pelo Brasil
Pela temporada do Mozarteum Brasileiro, a Orquestra Filarmônica de Berlim fez três apresentações no Theatro Municipal de São Paulo em sua primeira turnê brasileira, comandada pelo seu então diretor Claudio Abbado. Foi a largada para uma década que viria grandes conjuntos internacionais se apresentarem no Brasil, a começar pela Orquestra Sinfônica de Chicago, que pouco depois também faria sua estreia no país, sob regência do seu então maestro titular e diretor artístico, Daniel Barenboim, pela temporada da Sociedade de Cultura Artística.

2002

5. Criação do Festival de Ópera do Theatro da Paz

Reforçando ainda mais a descentralização da produção de ópera no Brasil, o festival integrou um movimento de resgate da arquitetura e da cultura no Pará. Idealizado pela São Paulo ImagemData, foi responsável por espetáculos marcantes dos últimos dez anos, entre eles a recuperação de Bug Jargal e Iara, de Gama Malcher.

2004

6. Festival de Inverno de Campos do Jordão ganha novo projeto artístico e pedagógico
Desde 2004, o tradicional festival viveu uma revitalização em sua programação, reforçando seu compromisso com a música clássica e sendo realizado pelo Centro Tom Jobim, pela Santa Marcelina Cultura e pela Fundação Osesp.

2005

7. Festival Amazonas realiza a primeira montagem brasileira de O anel do Nibelungo, de Richard Wagner

O projeto do Anel teve início em 2002, com a apresentação de A valquíria; em 2003, foi a vez de Siegfried e, em 2005, de O crepúsculo dos deuses. O ciclo completo seria realizado em 2005, sob o comando do maestro Luiz Fernando Malheiro e do diretor Aidan Lang, atraindo público e crítica de todo o mundo e inscrevendo de modo definitivo o evento na história da ópera brasileira.

8. Criação da Fundação Osesp, de acordo com o modelo de organização social
O modelo de organizações sociais – em que a gestão de projetos públicos é feita por meio de um contrato com entidades privadas – é hoje um paradigma para a gestão de projetos culturais no Brasil. O primeiro passo foi dado em 2005, com a criação da Fundação Osesp e também da aplicação do modelo no Centro Tom Jobim e no Conservatório de Tatuí.

9. Roberto Minczuk assume a OSB

Após deixar o posto de regente associado da Osesp, Roberto Minczuk assume a direção da Orquestra Sinfônica Brasileira, iniciando a reestruturação artística do grupo, que realiza projetos importantes, como a integral das sinfonias de Brahms com Kurt Masur e a integral das sinfonias de Beethoven com Lorin Maazel. Minczuk segue à frente do grupo que, em 2014, ganhou nova sede: a Cidade das Artes.

2007

10. Criação da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
Sob direção do maestro Fabio Mechetti, de volta ao Brasil após anos de trabalho nos Estados Unidos, nascia uma nova orquestra no país: a Filarmônica de Minas Gerais. Atraindo músicos brasileiros e do exterior com bons salários, o grupo logo se tornou um dos pilares da vida musical do país, com uma programação sinfônica que chamava atenção pelo repertório ousado e a qualidade de maestros e solistas convidados.

11. Surge o Neojiba, Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia

Comandado pelo pianista e maestro Ricardo Castro, o Neojiba instalou na Bahia um projeto de educação musical em rede nos moldes do celebrado El Sistema da Venezuela. Sua orquestra principal, a Sinfônica Juvenil da Bahia, realizou turnês pela Europa e Estados Unidos, apresentando-se com artistas como os pianistas Lang Lang e Martha Argerich, e tornou-se mais um símbolo da descentralização, uma das grandes marcas da vida musical brasileiras nas últimas duas décadas.

2008

12. O Teatro Cultura Artística é destruído por um incêndio

Símbolo da história da música paulistana e brasileira, palco onde se apresentaram artistas como Camargo Guarnieri, Villa-Lobos e Mário de Andrade, o Teatro Cultura Artística foi destruído por um incêndio na madrugada do dia 17 de agosto. Apenas o painel de Di Cavalcanti foi preservado das chamas – e em torno dele será construído um novo teatro, que tem previsão de início das obras ainda para este ano.

2009

13. John Neschling é demitido da Osesp
Após conceder uma entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, na qual acusou o governo do Estado de tentar minar a sua posição à frente da Osesp, o maestro John Neschling é demitido do posto de diretor artístico e regente titular. Em seu lugar, assume provisoriamente o maestro francês Yan Pascal Tortelier e a orquestra acaba por mudar seu perfil de gestão, separando a direção artística e a regência titular.

14. Instituto Baccarelli inaugura sua nova sede, em Heliópolis
Com a nova sede, construída na Estrada das Lágrimas, que corta a favela de Heliópolis, o Instituto Baccarelli inaugura um novo passo em seu trabalho de formação de músicos, chamando atenção para a importância que projetos como esse ganharam nas últimas duas décadas no panorama da música brasileira. A consequência direta da nova sede é a ampliação da temporada da Sinfônica Heliópolis, que seria dirigida por Roberto Tibiriçá e, em seguida, por Isaac Karabtchevsky.

2011

15. Criação da Fundação Theatro Municipal de São Paulo
A criação da Fundação Theatro Municipal de São Paulo dividiu opiniões. Para alguns, era a solução ideal para problemas antigos, como a situação trabalhista irregular dos artistas ou as dificuldades na hora de produzir espetáculos; para outros, no entanto, o modelo de fundação pública, diferente do da Osesp (que é uma fundação privada), não conseguiu criar uma estrutura de trabalho independente do poder público. Seja como for, a criação da fundação foi um avanço na busca por um modelo de gestão mais profissional para o teatro.

2012

16. A maestrina Marin Alsop é contratada como regente titular da Osesp

Após dois anos de buscas, a Osesp anuncia a contratação da maestrina Marin Alsop para o posto de regente titular. Diretora da Sinfônica de Baltimore, ela chegou a Sala São Paulo com planos que incluíam a gravação da integral das sinfonias de Prokofiev para o selo Naxos, atualmente em curso. Para a mesma gravadora, o grupo começa também a gravar as sinfonias de Villa-Lobos, com o maestro Isaac Karabtchevsky.

2013

17. O maestro John Neschling assume o Theatro Municipal de São Paulo
Depois de um tempo afastado da cena musical brasileira, o maestro John Neschling é convidado a assumir a direção artística do Theatro Municipal de São Paulo. Sua gestão, ainda em curso, é marcada pela reorganização interna dos corpos estáveis – como a aproximação da Orquestra Experimental e a Escola Municipal de Música – e a aposta em grandes títulos do repertório, com a presença de grandes solistas internacionais.

2014

18. Reinauguração da Sala Cecília Meirelles, no Rio, após quatro anos de reforma

Uma das mais queridas salas de concerto do país, com uma acústica celebrada, a Sala Cecília Meirelles precisou esperar quatro anos para voltar à vida, após uma reforma responsável pela sua completa modernização. Ao ser reinaugurada, voltou a dar dinamismo à cena musical carioca, com uma temporada exemplar de música sinfônica e de câmara, idealizada por João Guilherme Ripper.

2015

19. Inauguração da Sala Minas Gerais

O ano começou com uma novidade: a inauguração de uma nova casa de concertos no país. A Sala Minas Gerais integra um novo centro cultural em Belo Horizonte e é a nova casa da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, que, neste primeiro ano, quase dobrou o seu número de concertos, com novas séries e a busca por criar um novo espaço cultural na cidade.

E para você, qual evento completaria esta lista? Envie sua resposta para o e-mail concerto@concerto.com.br e participe!

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A reprodução de todo e qualquer conteúdo requer autorização, exceto trechos com link para a respectiva página.





João Luiz Sampaio - é editor executivo da Revista CONCERTO e colaborador do jornal O Estado de S. Paulo

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São Paulo:

17/12/2017 - Orquestra Jovem do Estado de São Paulo

Rio de Janeiro:
17/12/2017 - Escola de Música Villa-Lobos

Outras Cidades:
20/12/2017 - Belo Horizonte, MG - Oratório O Messias, de Händel
 




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