O pianista Caio Pagano faz recital solo no domingo na série Concertos Matinais, no Teatro Cultura Artística. O repertório escolhido pelo artista tem a Sonata nº 7 op. 10 nº 3 de Beethoven e a Sonata nº 3 op. 58 de Chopin.
Aos 85 anos, Pagano é o decano do piano brasileiro. Conviveu com a música desde a infância. Foi aluno de Lina Pires de Campos e de Magdalena Tagliaferro. No início da vida adulta, entretanto, optou por cursar direito, mas manteve os estudos musicais e aos 22 anos, ganhou notoriedade nacional após a vitória no Concurso Eldorado. Na mesma época, iniciou os estudos com o compositor Camargo Guarnieri, que convidou o pianista para tocar sua peça, Choro para piano e orquestra em Portugal.
Desde então, os compositores do século XX não saíram do radar do pianista. Pagano estreou o concerto de Schoenberg em São Paulo e, posteriormente, executou peças escritas especialmente para ele, desde os concertos de Gilberto Mendes e Willy Correa de Oliveira, até o Acronon de Koellreutter.
Conciliar a performance e a docência também faz parte da trajetória do músico. Em 1986, assumiu o posto de artista professor na Universidade do Arizona e, desde então, vive nos Estados Unidos. Além disso, durante dois anos, acompanhou Maria João Pires na direção do Centro de Belgais, espaço cultural e pedagógico em Portugal.
A volta ao Brasil vem acompanhada de memórias. Em entrevista à edição de março da CONCERTO [clique aqui; acesso exclusivo para assinantes], o pianista lembra ter tocado com frequência no teatro até que o espaço fosse atingido por um incêndio em 2008. Mais tarde, após voltar à sala de concertos para a gravação de um documentário sobre sua carreira, foi recebido pelo diretor executivo Frederico Lohmann, que disse: “Depois que inaugurar, faço questão que você volte aqui”.
A Sonata nº 7 op. 10 nº 3 de Beethoven abre o programa. O pianista a descreve como “compacta”, por apresentar o mesmo motivo ao longo de seus quatro movimentos. A Sonata nº 3 op. 58 de Chopin, executada logo em seguida, também se caracteriza, no primeiro movimento, por se desenvolver sobre uma única ideia, que é invertida e seccionada, característica mais comum na obra de Beethoven do que na do compositor polonês. “ Isso me fascinou, porque Chopin não é conhecido como um Beethoveniano”, comentou.
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