USP organiza Festival Britten e homenageia o legado do compositor

por Redação CONCERTO 03/11/2026

Por Clara Zamboni

Na segunda-feira, 9, o Festival Britten, do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, inicia suas atividades na Estação Motiva Cultural. O evento segue até o dia 24 e conta com palestras e concertos de docentes, estudantes e egressos da universidade e convidados.

O festival é dedicado aos 50 anos da memória de Benjamin Britten. O compositor britânico nasceu em 1913, na cidade de Lowestoft e, ainda na juventude, aperfeiçoou-se como pianista e como violista, além de ter demonstrado talento precoce para a composição. Consagrado pela ópera Peter Grimes, de 1945, considerada à época a mais importante ópera de autor inglês desde Dido e Eneias, de Purcell, Britten conta com extenso catálogo de obras orquestrais e vocais, como Variações sobre um tema de Frank Bridge, Serenata para tenor, trompa e cordas e o Réquiem de guerra.

O festival é dedicado à produção camerística do compositor. “Seu repertório despertou um interesse particular por sua escrita musical, pela riqueza de suas ideias e pela maneira singular como explora as possibilidades da música de câmara. É um repertório pouco visitado. E também porque é a efeméride de 50 anos de sua morte.”, comenta Flávia Albano, professora de canto do Departamento de Música. Ao lado de Alexandre Ficarelli e Edelton Gloeden, também docentes da universidade., ela organiza o festival. 

No dia 9, o evento abre com o painel Arte e contemporaneidade: linguagens em transformação, com a professora e diretora da Escola de Comunicações e Artes Clotilde Perez, acompanhada das docentes Sílvia Berg e Sílvia Laurentiz. Em seguida, o oboísta Alexandre Ficarelli, as sopranos Beatriz Nascer e Flávia Albano, a flautista Cássia Carrascoza, o violonista Daniel Osório, a violinista Eliane Tokeshi, o violista Marcelo Jaffé e os pianistas Lídia Bazarian, Pedro Brack e Ricardo Ballestero apresentam, em duetos, obras de John Dowland. O compositor renascentista foi uma das referências de Britten, que, como conta Albano, não "rompeu com as tradições".

No dia 15, no Teatro da USP, a obra de John Dowland ganha destaque novamente. A professora doutora Mônica Lucas realiza a palestra Dowland e a Melancolia, seguida do concerto Dowland 400 / Britten 50. O programa inclui Come heavy sleep, executada por Beatriz Nascer e Daniel Osório. A obra inspirou Britten a compor Nocturnal, interpretada em seguida por Edelton Gloeden. 

No dia 19, a programação segue para a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. O festival recebe o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, que interpreta o Quarteto nº 3 de Britten. Participam. No dia 24, o evento encerra suas atividades com o concerto Dowland 400 / Britten 50.

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Imagem de divulgação do Festival Britten [Reprodução/ Instagram]
Imagem de divulgação do Festival Britten [Reprodução/ Instagram]

 

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