A versão para balé de uma história imortalizada por Shakespeare ganhou a música de Prokofiev em 1940 – ou melhor, estreou em 1940, na República Tcheca, depois de seis anos de idas e vindas entre o compositor e as companhias Kirov de Leningrado e Bolshoi de Moscou: a primeira não aceitou o tema proposto e a segunda recusou o resultado, considerando a partitura difícil demais para ser coreografada. Prokofiev, então dedicou-se a criar as duas primeiras suítes orquestrais com os temas do balé (a terceira foi composta em 1946). Mas, em 1938, a ideia do balé voltou à baila. Hoje, é considerada uma das joias do balé clássico.
Romeu e Julieta volta ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em temporada de 7 a 11 de outubro, com a mesma montagem que foi apresentada em 2024: Orquestra Sinfônica e Ballet da casa, direção, concepção e coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni, regência de Tobias Volkmann e direção geral de Hélio Bejani. No elenco, os primeiros bailarinos Márcia Jaqueline, Cícero Gomes, Juliana Valadão e os solistas Gabriela Cidade e Rodrigo Hermesmeyer.
“O balé Romeu e Julieta composto por Prokofiev tem algumas das mais belas páginas de música escrita para orquestra sinfônica em todos os tempos”, diz o regente. “É uma música que envolve o público com sua paixão, teatralidade, força expressiva, belas harmonias e cores orquestrais. Emociona a todos com uma capacidade imensa de transmitir a força deste amor proibido através das mais belas melodias.”
O Municipal carioca já recebeu muitas versões de Romeu e Julieta– uma delas foi a de John Cranko, criada em 1958 para o Ballet do Teatro Alla Scala de Milão. Em 1962, revisada, foi apresentada em 1962 pelo Stuttgart Ballet, com a brasileira Márcia Haydée e Richard Cragun nos papéis-título. Essa versão chegou ao Rio de Janeiro em 1981, com um elenco mais do que estelar: Ana Botafogo, Áurea Hammerli, Márcia Haydée e Natalia Makarova revezando-se como Julieta e Fernando Bujones, Fernando Mendes, Richard Cragun e Stephen Jefferies no papel de Romeu. Márcia dirigiu em 2011 uma nova montagem no Rio de Janeiro.
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