Um rei quer curar a melancolia de seu filho. E, para isso, convoca uma série de artistas para entretê-lo, a partir de personagens da Commedia dell’arte. Esse é o ponto de partida para a ópera O amor das três laranjas, de Prokofiev, que volta ao palco do Theatro Municipal de São Paulo a partir de sexta-feira, dia 27. A direção musical é de Roberto Minczuk e Ronaldo Zero está à frente da remontagem da produção de Luiz Carlos Vasconcelos, estreada em 2022 no próprio Municipal.
Segundo Ronaldo Zero, trata-se menos de refazer e mais de reativar. "Um dos eixos centrais da obra é a chamada guerra de linguagens: a disputa entre Trágicos, Cômicos, Alienados e Românticos pelo controle da narrativa. O grande desafio em 2026 é manter a montagem viva, fresca e pulsante em um mundo onde tudo se torna obsoleto muito rapidamente. Ao mesmo tempo, há o prazer de retornar a uma montagem que conheço profundamente, que ajudei a construir e que continua oferecendo novas camadas de leitura. O amor das três laranjas segue atual justamente porque se recusa a ser estável", explica
"A escrita de Prokofiev, considerado um gênio da criatividade e da instrumentação, é sempre a de uma composição que narra a história em seus mínimos detalhes. O amor das três laranjas é tão sinfônica que a parte mais memorável, a que mais se conhece, não é nenhuma grande ária ou grande coro, como costuma acontecer, e sim a famosa marcha sinfônica, o tema mais conhecido de toda ópera, que é puramente sinfônico e instrumental", diz Minczuk, que estará à frente da Orquestra Sinfônica Municipal e do Coro Lírico Municipal.
No elenco, estão nomes como Valeriano Lanchas, Giovanni Tristacci, Lídia Schäffer, Johnny França, Mikael Coutinho, Santiago Villalba, Fellipe Oliveira, Gabriella Pace, Raquel Paulin, Keila de Moraes, Nathalia Serrano e Gustavo Lassen, entre outros.
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