Retrospectiva 2025: Marcelo de Jesus, diretor artístico e regente titular da Orquestra de Câmara do Amazonas, maestro adjunto da Amazonas Filarmônica e consultor artístico da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas
Em 2025, vivi com a Amazonas Filarmônica uma temporada intensa e vibrante. Sob a direção artística do maestro Luiz Fernando Malheiro, retomamos o Festival Amazonas de Ópera com La Vorágine, La Bohème e Le Nozze di Figaro; balé Giselle na Série Encontro das Águas; e fizemos mais de 25 concertos com o Teatro Amazonas, sempre cheio. Os maestros Otávio Simões, João Carlos Martins e Hilo Carriel também participaram da temporada.
Ampliamos nossas ações educativas com concertos didáticos em escolas e recebemos solistas como Denise de Freitas, Ludmilla Bauerfeldt, Dmytro Udovychenko, Fábio Martino e Daniella Carvalho, além dos grandes talentos da casa, como nosso spalla Ariel Sanches. O repertório reuniu compositores de diversas épocas: Schubert, Dvořák, Strauss, Donizetti, Alexandre Guerra, Lyatoshynsky e Mahler.
Uma temporada que reafirmou a força, a versatilidade e, sobretudo, a vida pulsante da música no Amazonas.
Já a Orquestra de Câmara do Amazonas, OCA, viveu comigo, em 2025, uma temporada inventiva, em uma programação que atravessou épocas e linguagens, sempre mantendo viva a vocação inovadora. Dividi o palco com os maestros Otávio Simões, Bruno Nascimento, Átila de Paula e Elena Koynova, além de vários solistas.
Viajamos do barroco de Charpentier, Couperin, Rameau, Bologne, Zelenka, Bach e Vivaldi até a contemporaneidade de Badalamenti, um retrato da pluralidade que define a OCA. Os destaques foram o concerto celebrando Arvo Pärt e Shostakovich, a Suíte David Lynch / Badalamenti e o Oratório de Natal, de Bach.
No Festival Amazonas de Ópera, realizamos dois projetos especiais: Ópera no Mundo Azul, pensado para o público autista, e OCA alla Rossini, uma releitura em linguagem GenZ que também percorreu escolas estaduais.
Na Série Encontro das Águas, levamos ao palco Amassunu (música autoral regional) e Symphony of Chaos (nu metal). Estivemos ainda no Amazonas Green Jazz Festival e no projeto Vivência Cultural, levando música às escolas públicas.
Uma temporada que mostrou como a OCA respira curiosidade, diversidade e a alegria de fazer música no Amazonas.
As temporadas da Amazonas Filarmônica e da Orquestra de Câmara do Amazonas só aconteceram graças ao apoio do governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. A música no Amazonas segue viva! [Depoimento de dezembro de 2025.]
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