Sidney Molina: uma área pujante

por Redação CONCERTO 02/01/2026

Retrospectiva 2025: Sidney Molina é violonista fundador do Quaternaglia, professor universitário, Coordenador Pedagógico da Emesp Tom Jobim e crítico da Folha de S. Paulo

Se, em 2024, um dos grandes acontecimentos da música clássica brasileira havia sido a reinauguração do Teatro Cultura Artística, o ano de 2025 continuou a mostrar a pujança da área com a inauguração, em São Paulo, de dois novos espaços com forte presença da música de concerto: a eclética Estação Motiva Cultural, anexa à sala São Paulo, e o Teatro Baccarelli, conectado à comunidade de Heliópolis. 

No que tange às temporadas de óperas em São Paulo, ainda parece haver certa distância entre concepção e realização, entre a ambição dos projetos e o resultado artístico. Ainda assim, bons resultados foram colhidos pelo Theatro São Pedro com Falstaff e Fidelio e, sobretudo, pelo Theatro Municipal com Porgy and Bess e Les Indes Galantes.  

A Osesp também marcou época com uma impressionante versão no formato concerto-cênico de Wozzeck, além de oferecer, mais uma vez, uma fortíssima temporada de concertos sinfônicos, com destaques para o ciclo Tchaikovsky de Thierry Fischer e os programas com os maestros convidados Pierre Bleuse e Vasily Petrenko. 

No Cultura Artística sobressaíram-se o Purcell de Les Arts Florissants, Yuja Wang com a Mahler Chamber Orchestra, e a série de violão, que trouxe o jovem Mateusz Kowalski, o experiente Manuel Barrueco, e uma histórica apresentação do Duo Assad. 

Em meio a um intenso período de renovação de repertório com o Quaternaglia, pude tocar no Rio de Janeiro, apresentar o concerto Song of the Universal em Belém com a Orquestra do Theatro da Paz, e atuar na icônica série paulistana “Instrumental Sesc Brasil”.  

Assumi um novo desafio ao passar a integrar a equipe de gestão da Emesp Tom Jobim como Coordenador Pedagógico, além de comemorar a abertura da quarta turma do curso de Pós-graduação em Violão: pedagogia e performance da Faculdade Santa Marcelina.  

Como crítico, entre inúmeras experiências nacionais, foram marcantes a apreciação do Festival de Tanglewood, nos Estados Unidos, e a da estreia internacional da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo no Teatro Colón, em Buenos Aires. 

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Sidney Molina [Revista CONCERTO]
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