Está em cartaz nos cinemas brasileiros o filme Primavera, de Damiano Michieletto, que aborda episódios da viva do compositor Antonio Vivaldi.
Ambientada em 1716, o longa narra a história de Vivaldi encontrando segurança em sua relação com Cecilia, uma violinista virtuosa a quem dá aulas. Na visão do diretor, a personagem fictícia é uma referência a Anna Maria de la Pietà, a violinista a quem Vivaldi dedicou 28 concertos para violino.
“Este não é um filme biográfico sobre Vivaldi. Não é um filme histórico realista como Amadeus. É um filme sobre dois indivíduos. Portanto, há a música de Vivaldi e há a música da vida interior desta garota”, explicou o diretor em entrevista ao British Film Institute.
“É por meio da solidão que, de alguma forma, eles se aproximam e percebem algo em comum. Para mim, era muito importante não enveredar por uma história romântica, não criar um caso amoroso entre os dois. Isso poderia ter empobrecido um pouco a história”, continua o diretor.
“A conexão entre eles é a música. A conexão entre eles é também a ambição... de expressar a própria voz interior. Apenas em um momento do filme, bem no final, Vivaldi faz contato físico com Cecilia – e, mesmo assim, trata-se apenas de um toque suave no ombro”, completa.
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