Grupo vai passar por cinco cidades sob a regência de seu criador, o maestro e pianista Ricardo Castro
A Orquestra Neojiba faz, entre abril e maio, sua décima turnê internacional, com concertos na Alemanha e na China. O grupo vai passar por Frankfurt, Pequim, Xi’an, Tianjin e Shenzhen. O repertório da viagem terá obras de Gershwin, Villa-Lobos, Wellington Gomes, Jamberê, José Ursicino da Silva (Maestro Duda) e Arturo Márquez.
Antes de partir em viagem, a orquestra faz dois concertos no Parque do Queimado, em Salvador, para se despedir do público brasileiro, nos dias 10 e 11 de abril. O primeiro compromisso da turnê, em Frankfurt, será no Podium Zukunft – Das Festival der Jugendorchester, festival dedicado à juventude e é integralmente financiado pela própria instituição alemã, reconhecida internacionalmente por sua programação artística de excelência.
O grupo parte, então, para a China. No dia 29, o concerto é em Pequim, no Forbidden City ConcertHall. O destino seguinte é Xi’an, no Xi’an City Concert Hall, no dia 1º de maio. O Tianjin Theatre, em Tianjin, recebe a orquestra no dia 3 e o Shenzhen Concert Hall, em Shenzen, no dia 5, encerrando a turnê, a maior de uma orquestra brasileira já realizada na China.
A turnê no país integra oficialmente as comemorações do Ano Brasil-China e conta com apoio do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e patrocínio da BYD Auto do Brasil. “A Bahia é um lugar onde a cultura pulsa forte e, para nós, é motivo de orgulho contribuir para que essa riqueza cultural atravesse oceanos. Apoiar a turnê da orquestra na China é uma forma de aproximar os povos, valorizar os talentos baianos e reforçar os laços entre Brasil e China”, afirma Tyler Li, presidente da BYD Brasil.
“A China se tornou nos últimos anos um dos maiores centros de criação, formação e difusão da música de concerto. Estar presente nesse cenário hoje é dialogar diretamente com o futuro da música no mundo. Essa primeira experiência mais uma vez abre horizontes inéditos para a juventude musical baiana e certamente se reverterá em novas oportunidades para ambos os lados”, diz Ricardo Castro, criador e diretor do Neojiba.
Entre os destaques do programa está Kamarámusik, de Jamberê, escrita para berimbau e orquestra. O instrumento é símbolo da cultura afro-brasileira e profundamente ligado à identidade da Bahia e, no concerto, aproxima tradição popular e linguagem sinfônica. A peça tem como solista o percussionista baiano Raysson Lima. Com 9 anos de idade, em 2013, ele ingressou no Neojiba e quatro anos depois já era integrante da principal orquestra do programa. Hoje ele está com 21 anos.
O repertório inclui ainda Abertura cubana e Rhapsody in Blue, de Gershwin, com Ricardo Castro no piano e na regencia; O naufrágio de Kleônicos, de Villa-Lobos; a Suíte nordestina, de Maestro Duda; e Danzón nº 2, de Arturo Márquez.
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