Orquestra Sinfônica de Porto Alegre anuncia temporada com Mahler, Verdi e autores brasileiros

por Redação CONCERTO 25/02/2026

Abertura será em março, com concerto que terá a pianista Valentina Lisitsa como solista

Com solistas de peso e um repertório que inclui obras grandiosas, como Réquiem de Verdi, a Sinfonia ressurreição de Mahler e a Nona sinfonia de Beethoven, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre anunciou sua temporada 2026, com concertos na Casa da Ospa, em igrejas e em cidades do interior do Rio Grande do Sul. 

A abertura da temporada será no dia 6 de março, com a presença de uma estrela do piano internacional, Valentina Lisitsa, que vai interpretar o Concerto para piano nº 3 de Prokofiev, sob regência do diretor artístico e regente titular Manfredo Schmiedt, que rege ainda a Sinfonia nº 5 de Beethoven.  

Ainda em março, mais três programas. No dia 13, serão apresentadas, no programa 400 Anos das Missões, obras de Mário Amaral, Pedro Ortaça, Jayme Caetano Braun, Sérgio Rojas, Noel Guarany, Mauro Moraes, Cenair Maicá, Luiz Carlos Borges, Julio Numhauser, Antônio Augusto Ferreira e Gilberto Monteiro. Na semana seguinte, dia 20, Priscila Bomfim comanda o grupo em obras de Louise Farrenc, Catarina Domenici e Alice Mary Smith. E, no dia 27, Carlos Prazeres rege Mendelssohn e Berlioz. 

Em abril, o destaque é a presença do violinista Oscar Bohorquez, que será o solista no Concerto para violino de Tchaikovsky. Na Casa da Ospa, o mês tem ainda apresentações no dia 10 – com Gustavo Fontana regendo obras de Sibelius – e nos dias 18 e 19, quando a atração é o programa Quadressências, de Daniel Wolff, com a Companhia de Dança Carol Dalmolin e Manfredo Schmiedt. Haverá ainda duas apresentações na Série Igrejas: no dia 2, com Rossini Parucci; e, no dia 30, com Fernando Cordella. 

Também pela série Igrejas, maio tem um dos grandes concertos do ano, com a Paixão segundo São João, de Bach, regida por Diego Schuck Biasibetti, e com nomes como Jabez Lima e Maria Carla Pino como solistas. Já na Casa da Ospa, serão três programas: no dia 8, Schmiedt rege peças de Dorfman, Bernstein e Trovajoli, com o contrabaixista Alexandre Ritter; no dia 22, Luiz Garcia toca o Concerto para trompa nº 2 de Strauss, com José María Moreno; e no dia 19, novamente com Moreno, a Ospa toca obras de Tchaikovsky e De Falla.  

Junho começa, no dia 6, com obras de Errazuriz, Böhme e Dvorák, sob regência de Alejandra Urrutia; no dia 12, Fabio Zanon sola na Fantasía para un gentilhombre, de Rodrigo, sob regência de Ignácio Garcia-Vidal; e, nos dias 27 e 28, o programa será dedicado às divas do pop americano. Em junho, a Ospa fará também a reinauguração do Teatro Dante Baroni da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. 

Serão três os programas de julho. No dia 3, Guilherme Mannis rege Dimitri Cervo, Nielsen e Sarasate (Fantasia Carmen, com Cármelo de Los Santos); Diego Naser e a harpista Sole Yaya se unem ao grupo no dia 10; e, no dia 18, Schmiedt rege Prometeus, poema do fogo, de Scriabin, e Os planetas, de Gustav Holst, com a pianista Guigla Katsarava e os músicos do Coro Sinfônico da Ospa.  

Nos dia 15 de agosto, Schmiedt rege a Sinfonia nº 2, Ressurreição, de Mahler, com Paolla Soneghetti (soprano) e Edinéia Oliveira (mezzo soprano) como solistas. No mesmo mês, Anderson Alvez faz programa dedicado à música brasileira (dia 7); Ligia Amadio se une a Brigitta Calloni (violino), Martina Ströher (violoncelo) e Catarina Domenici para interpretar o Concerto tríplice de Beethoven; e Alexandre Dossin sola no Concerto para piano de Kachaturiam com a maestra Tatiana Pérez-Hernández. 

Em setembro, destaque para outra grande obra do repertório coral-sinfônico, o Réquiem de Verdi, com Schmiedt, os solistas Marly Montoni (soprano), Luciana Bueno (mezzo soprano), Lazlo Bonilla (tenor), Lício Bruno (barítono) e o Coro Sinfônico da Ospa. Outras datas do mês incluem a presença do maestro José Soares em dois concertos, com obras de Mozart, Beethoven, Tan Dun e Stravinsky, entre outros. 

Nos dias 17 e 18 de outubro, a Ospa interpreta a ópera O menino maluquinho, de Ernani Aguiar, em programação especial para o Dia das Crianças. O grupo apresenta também obras de Lupicínio Rodrigues (dias 9 e 10, com Arthur Barbosa) e Duttileux, Reinecke e obra vencedora do concurso de composição da Ospa/Pablo Komlós (dia 23). E, no dia 30, recebe o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo como solista no Concerto para orquestra e quarteto de Radamés Gnattali

No dia 6 de novembro, Lucas Thomazinho sola no Concerto em formas brasileiras para piano e orquestra, de Hekel Tavares, sob regência de Yusuke Kimoto; no dia 13, Cláudio Cruz rege obras de Jenö Hubay, Bartók e Zoltán Kodály; e, no dia 27, Anderson Alves rege Ripper, Joe Chindamo e Gnattali. 

O ano se encerra, em dezembro, com três programas: no dia 4, Zoe Zeniodi e Rafael Cesário apresentam Don Quixote, de Richard Strauss; no dia 11, Zeniodi e Leonardo Hilsdorf tocam a Rapsódia sobre um tema de Paganini, de Rachmaninov; e, no dia 19, Manfredo Schmiedt fecha o ano com a Nona sinfonia de Beethoven.  


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Maestro Manfredo Schmiedt, diretor artístico da Ospa (divulgação, Daisson Flach)
Maestro Manfredo Schmiedt, diretor artístico da Ospa [Divulgação/Daisson Flach]
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