O Theatro Municipal do Rio de Janeiro divulgou nessa quarta-feira, dia 25, sua programação para 2026. Serão duas óperas completas (Salvator Rosa, de Carlos Gomes, e Turandot, de Puccini), quatro balés de grande porte (La Fille Mal Gardée, D. Quixote, Romeu e Julieta e O Quebra-Nozes) e três concertos – o de abertura, com a Grande missa de Mozart, em 13 de março, e a série Música Brasileira em Foco, em junho, com peças de Mignone, Gnattali e Guerra-Peixe. Ainda se conta um concerto didático no mês de abertura. A cantata Carmina Burana é a programação de abril e, em setembro, volta a acontecer o Festival Oficina de Ópera, com três peças líricas e a proposta de formação de profissionais.
A ópera de Carlos Gomes tem sua primeira montagem no palco carioca em 80 anos. “A única vez que foi montada foi em 1946”, diz o tenor Marcos Menescal, assessor de elencos do teatro. “Tivemos aqui com Paulo Fortes, Reis e Silva e Heloisa de Albuquerque, regência de Tino Gremagnani.”
O concerto de abertura, em 13 de março, terá regência do titular da casa Felipe Prazeres, à frente do Coro e da Orquestra Sinfônica da casa. “A Grande missa inspira profundidade e espiritualidade e representa um dos momentos mais marcantes do maior prodígio de todos os tempos”, diz Prazeres. Dias 21 e 22, o Municipal oferece um concerto didático vespertino, com o maestro Anderson Alves, roteiro teatralizado e participações de bailarina e palhaço. O concerto de junho traz peças de Guerra-Peixe e programa que também homenageia Radamés Gnattali (120 anos de nascimento) e Francisco Mignone (40 anos de morte).
A cantata Carmina burana, com presença do balé da casa, será repetida esse ano em cinco récitas, em abril, com direção musical e regência de Victor Hugo Toro e direção cênica de Bruno Fernandes e Mateus Dutra.
As duas grandes óperas do ano são Salvator Rosa, de Carlos Gomes, estreando no aniversário do teatro, em julho, com direção cênica de Julianna Santos e regência de Luiz Fernando Malheiro, e Turandot, de Puccini, em novembro. com direção de André Heller-Lopes; a regência ainda não foi definida.
O Festival Oficina de Ópera, em setembro, traz três títulos de curta duração, programados para o palco principal (Cavalleria rusticana, de Mascagni, com o coro e a orquestra) e dois para o espaço subterrâneo, o Assyrio. (cenas da Coroação de Poppea, de Cláudio Monteverdi, e Il Campanello, de Gaetano Donizetti, ambos com um ensemble de músicos da orquestra). Voltado para a formação de talentos artísticos e técnicos para a ópera, esse ano, o projeto terá como mentores o diretor cênico Pablo Maritano e a cenógrafa e figurinista Desirée Bastos.
O primeiro dos quatro títulos de balé estreia em maio. Volta ao palco La Fille Mal Gardée, com música de Ferdinand Hérold, cuja versão coreográfica mais conhecida é a de Petipa. O título foi montado pelo TMRJ em agosto de 2024. Com regência de Jésus Figueiredo, tem concepção e coreografia do uruguaio Ricardo Alfonso. Em agosto, em Don Quixote, com a música de Ludwig Minkus e coreografia de Marius Petipa (remontagem e adaptação de Jorge Teixeira), a orquestra terá regência de Tobias Volkmann. O terceiro balé do ano é Romeu e Julieta, música de Serguei Prokofiev e montagem do brasileiro Reginaldo Oliveira, que apresentou em 2025 o seu balé Frida; no pódio, de novo, Volkmann. Finalmente, em dezembro, o clássico de Natal O quebra-nozes, com a música de Tchaikovsky. A regência será do titular da OSTM, Felipe Prazeres.
Além da programação no palco principal, o Municipal vai anunciar ainda atrações das séries Ópera do Meio-Dia, Boulevard de Portas Abertas e Música no Assyrio, entre outros. Administrado pela Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa, o Municipal recebe patrocínio da Petrobras para realização de sua programação.
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