No sábado, 19, o pianista Luiz Guilherme Pozzi realiza recital solo na Sociedade Brasileira de Eubiose, em São Paulo. O programa inclui obras de Schumann, Beethoven, Chopin e Prokofiev.
O pianista paranaense iniciou os estudos de piano influenciado pela irmã. Durante a adolescência em Curitiba, foi influenciado pela professora Leila Paiva a seguir carreira, o que o levou à professora Olga Kiun, na Escola de Música e Belas-Artes (Embap) e, em seguida, à orientação de Félix Gottlieb, na Alemanha. De volta ao Brasil, concluiu o pós-doutorado na USP e hoje concilia a docência e a carreira como intérprete.
Ele diz que a formação tardia contribuiu para sua abordagem como professor. “Tive que aprender no grito com a Olga, numa idade bem consciente, dezesseis, dezessete anos, cerebralizar para resolver vários problemas básicos, e isso me ajuda a ajudar. Mas a principal ocupação é a docência. Tenho vários alunos de que me orgulho.”, comenta, em entrevista à edição de setembro da Revista CONCERTO [clique aqui; Acesso exclusivo para assinantes].
O programa inclui a Sonata nº 7 de Prokofiev, que ocupa um lugar especial na trajetória do pianista. Em 2002, Pozzi executou-a em uma masterclass ministrada por Stephen Kovacevich, na Sala São Paulo. Arthur Nestrovsky esteve presente no evento e publicou um texto na Folha de São Paulo, descrevendo a interpretação do então jovem de 22 anos como “furiosa”. A obra de 1942 explora a natureza percussiva do piano e reflete a tensão dos anos da Segunda Guerra Mundial e forma, junto com as sonatas nº 6 e nº 7, o conjunto popularizado como “Sonata da Guerra”.
Pozzi também toca a “Appassionata”, de Beethoven, e a Balada nº 4, de Chopin. No dia 26, ele parte para Curitiba com o Ensemble São Paulo para interpretar o Quinteto nº 2 em lá maior op. 81 de Dvořák, na na galeria Artestil.
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