Retrospectiva 2025: Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais
Em fevereiro de 2015, a Sala Minas Gerais abriu suas portas. A inauguração marcou o fim de quase uma década de esforços coletivos para erguer uma nova sala de concertos e consolidar uma orquestra de nível internacional. Dez anos depois, em 2025, a Filarmônica celebrou essa efeméride com a Nona sinfonia de Beethoven, com solistas renomados, o Coral Lírico de Minas Gerais e o Coro da Osesp.
A temporada especial recebeu solistas de gerações distintas: dos consagrados Arnaldo Cohen, Trio Maisky, Cristian Budu e Daniel Müller-Schott aos mais jovens Pilar Policano, Luiz Fernando Venturelli, Dmytro Udovychenko e Hanzhi Wang.
No repertório, destacaram-se os 150 anos de Ravel – incluindo versão semi-encenada de L’Heure Espagnole e outras obras do compositor – e os 50 anos da morte de Shostakovich, cuja monumental Sétima sinfonia integrou a programação. Gravamos também a Quarta sinfonia de Mahler, com a soprano Raquel Paulin, dando sequência ao ciclo mahleriano iniciado em temporadas anteriores.
A Academia Filarmônica consolidou seu papel na formação de novos músicos: diversos bolsistas ingressaram em orquestras profissionais pelo país, comprovando a eficácia do programa. As turnês pelo interior mineiro e pela região metropolitana atingiram mais de quinze cidades, muitas das quais tiveram a primeira oportunidade de ouvir uma orquestra sinfônica ao vivo.
O reconhecimento crescente da Filarmônica de Minas Gerais reflete o trabalho coletivo que mantém viva, no Brasil, uma referência de excelência musical.
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