Retrospectiva 2025: Ricardo Bologna, regente e diretor da Ocam
A temporada “Novos Sons, Novos Tempos”, comemorativa dos 30 anos da orquestra, marcou um momento decisivo na trajetória da Ocam, reafirmando-a como espaço de renovação artística, reflexão crítica e formação de jovens intérpretes. Em 2025, a orquestra intensificou seu compromisso com a diversidade ao articular, em um mesmo percurso musical, obras centrais do cânone sinfônico e criações contemporâneas que introduzem novas linguagens, perspectivas estéticas e vozes historicamente marginalizadas. A presença de compositoras, artistas latino-americanos e peças que dialogam com questões ambientais, sociais e culturais reforçou a visão de uma Ocam atenta ao seu tempo e à potência transformadora da arte.
Cada concerto de 2025 foi concebido como um encontro entre tradição e futuro, articulando rigor técnico, sensibilidade e experimentação. A temporada mostrou que uma orquestra universitária pode ser, ao mesmo tempo, guardiã do legado musical e agente ativo de inovação, formando músicos capazes de pensar criticamente seu tempo. Mais do que uma série de apresentações, “Novos Sons, Novos Tempos” constituiu um manifesto pela pluralidade, pela abertura estética e pela consciência planetária – valores que orientam a construção de uma nova geração artística.
A partir dessa base sólida, a Ocam entra em 2026 com o tema “Música que abraça o mundo”, ampliando a vocação de diálogo intercultural e reafirmando a música como território de encontro. A celebração do centenário de Olivier Toni, as novas encomendas, as parcerias institucionais e a circulação por diferentes espaços da cidade projetam a continuidade de um trabalho que se expande. Assim, o caminho aberto por “Novos Sons, Novos Tempos” se prolonga, fortalecendo a Ocam como laboratório vivo de criação, formação e escuta ativa. [Depoimento de dezembro de 2025.]
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