Retrospectiva 2025: Anderson Alves, regente titular Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem, regente Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e diretor musical e regente titular do Coro de Câmara Carioca
Foi um ano intenso, marcado por muita música, encontros transformadores e novas descobertas. Encerro 2025 com profunda gratidão por poder dirigir grupos que me alegram, desafiam e inspiram diariamente, reafirmando o poder da música como espaço de criação, formação e diálogo.
À frente da Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem, onde atuo como regente titular e coordenador pedagógico, vivemos uma temporada de grande êxito artístico e crescimento musical. A abertura da temporada aconteceu em grande estilo, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com um concerto dedicado a compositoras que marcaram a história da música: Emilie Mayer, Cécile Chaminade e Ethel Smyth. Outro momento especialmente significativo foi a estreia mundial do meu Concerto para contrabaixo e orquestra, tendo como solista Rodrigo Fávaro, em apresentação com a OSB Jovem.
Com a Orquestra Sinfônica Brasileira, tive a alegria de participar de um concerto histórico: a primeira apresentação da OSB no palco da Virada Cultural de São Paulo. Realizamos um concerto no Mosteiro de São Bento, com um programa que reuniu obras de Johann Sebastian Bach e Heitor Villa-Lobos, em um diálogo entre tradição e identidade brasileira.
No Instituto Brasileiro de Música e Educação (IBME), estive à frente da Academia de Monitores, realizamos concertos com a participação de grandes solistas internacionais. Destaco o programa com a pianista Diana Zandberga, da Letônia, que interpretou o Concerto Bianco para piano em dó, do compositor letão Georgs Pelecis, além do concerto com o violinista e amigo Guido Sant’Anna, interpretando o Concerto para violino de Max Bruch.
Na Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, que completou 20 anos de trajetória em 2025, celebramos essa história com grandes obras do repertório sinfônico. Entre os destaques estão o concerto de aniversário da orquestra, com a execução de A sagração da primavera, de Stravinsky, além de Os pinheiros de Roma, de Respighi, e Choros nº 6, de Villa-Lobos. Pelo terceiro ano consecutivo, participamos da Bienal de Música Brasileira Contemporânea, apresentando obras de Paulo Costa Lima, Marisa Rezende, Ronaldo Miranda, Villani-Côrtes, Cirlei de Hollanda e Wellington Gomes.
Outro marco importante do ano foi minha estreia à frente da Orquestra Sinfônica da USP (Osusp), em um programa inteiramente dedicado à música brasileira, com obras de Henrique Alves de Mesquita, Jamberê Cerqueira, Francisco Braga e de minha própria autoria.
Tive a honra de estrear no Festival de Ópera do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, atuando como maestro e diretor musical da ópera O afiador de facas, de Piero Schlochauer, ampliando ainda mais meu diálogo com o universo operístico.
2025 foi, sem dúvida, um ano de celebração, amadurecimento artístico e reafirmação de caminhos – um percurso construído com música, parcerias e o constante desejo de seguir criando. [Depoimento de dezembro de 2025.]
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