Retrospectiva 2025: Inês Bogéa, diretora artística e educacional da São Paulo Companhia de Dança e São Paulo Escola de Dança / Associação Pró-Dança
Em 2025, a São Paulo Companhia de Dança reafirmou sua vocação de reunir mundos – estéticos, culturais e imaginários – e de oferecê-los ao público como experiência viva. O ano trouxe novas obras e recriações assinadas por coreógrafos brasileiros, um cubano e um artista alemão, além da participação de muitos colaboradores fixos e artistas que chegaram para processos específicos, ampliando a rede profissional que sustenta a criação. Essa circulação de saberes e práticas se refletiu na versatilidade do repertório e na vitalidade do elenco.
As apresentações percorreram cidades do estado de São Paulo – Barueri, Diadema, Franca, Jundiaí, Piracicaba, Itapevi, a capital, entre outras – fortalecendo a presença da dança para diferentes públicos. No panorama nacional, a Companhia se apresentou em Belo Horizonte, Uberlândia, Porto Alegre e Belém, ampliando diálogos e criando pontes entre regiões e modos de ver.
A turnê internacional levou a SPCD para a França, Alemanha e Suíça, onde teatros lotados e público de pé confirmaram a força dos intérpretes e a potência das obras apresentadas. As críticas destacaram não apenas a elegância e vigor dos bailarinos, mas também a direção artística e a qualidade da programação, ressaltando a clareza estética e a maturidade da Companhia, reconhecida como uma das mais relevantes da América Latina.
Na São Paulo Escola de Dança, mais de 1.700 estudantes viveram um ano de intensa circulação, de técnicas, vozes, culturas e maneiras de criar. O Projeto Especial em Dança levou jovens artistas a cidades como Barueri, Jundiaí e Bauru aproximando formação e prática profissional. Os intercâmbios ampliaram horizontes com experiências em Campinas, Ilhabela, São Luís do Paraitinga, Salvador, Fortaleza e em Buenos Aires, fortalecendo uma formação que valoriza encontros, atravessamentos e modos plurais de aprender.
Seja nos palcos internacionais, nas cidades do estado ou nas salas de aula da Escola, 2025 reafirmou que a dança cresce quando múltiplos mundos coexistem: os que herdamos, os que criamos e os que descobrimos no outro. Todos esses mundos vivem em nós – e é pela arte que continuamos a habitá-los. [Depoimento de dezembro de 2025.]
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